2012 finalmente começou e com ele iniciei também a leitura daquela que é considerada uma das mais fantásticas HQs da história: Incal, roteirizada pelo chileno Alejandro Jodorowsky e desenhada pelo francês (Jean Giraud) Moebius, numa empreitada que durou cerca de 10 anos. Já tinha ouvido falar deste clássico algumas vezes: primeiro foi no sensacional Dias Perigosos (documentário com nada menos do que 4 horas de material extra onde Ridley Scott e os criadores de Blade Runner contam em detalhes como foi a façanha de levar aos cinemas o filme que revolucionou não apenas a ficção científica como também toda uma era – os anos 80 - dando uma cara definitiva para a nascente cybercultura); Depois, foi no fim do ano passado, durante uma conversa de bar com o Mário Bortolotto e o Bruno Bandido, quando eles me recomendaram a HQ (e mais algumas que serão meus próximos alvos neste ano). E no meio disso ainda teve o meu amigo Diego Machado, que certa vez - após uma conversa sobre Akira, Sci-Fi, Moebius, etc. - me mandou via Facebook uma imagem de uma das páginas do livro (ou foi isso, ou eu sonhei com isso; juro que ainda não sei!). Não importa: o importante é que, como naquelas histórias em que todos os pontos acabam te empurrando pra um mesmo objetivo - ou todas as músicas do flautista te conduzem suavemente pro mesmo desfiladeiro – eu acabei comprando no mês passado o 1º Volume (publicado aqui no Brasil pela Devir Editora, e que contém os tomos 1 e 2 da série original: O Incal Negro e O Incal Luminoso) e só estava esperando o momento ideal pra começar a ler (leia-se: decifrar cuidadosamente as imagens incríveis concebidas pela dupla de visionários).
Portanto, eu diria que nesse momento me encontro mergulhado no universo da ficção científica (o que pra mim não é nenhuma novidade, já que estou sempre ali, creio que desde que vi Blade Runner pela primeira vez na TV, numa madrugada lá pelos meus 8 ou 9 anos - sozinho e completamente fascinado com aquilo tudo); Aliás, sou tão fascinado por ficção científica e por Blade Runner que até já vi o filme no cinema, num festival da Warner que passou por aqui final dos anos 90, no qual tive a sorte de assistir também na tela grande Disque M Para Matar, do Hitchcock; Bonnie & Clyde, de Arthur Penn, e talvez algum outro que não me ocorre agora; mas Blade Runner eu assisti em duas sessões seguidas – ambas lotadas, é claro! – além das incontáveis vezes que assisti na TV, no videocassete e depois no DVD (da versão original lançada nos cinemas americanos - com aquela V.O. de filme Noir totalmente anticlimax - até a atual, lançada no final de 2007 e considerada a Final Cut!); além disso, escrevi uma peça que se inspira no mesmo universo criado pelo escritor Philip K. Dick (um texto que comecei lá em 2006 e que de tempos em tempos passa por novas revisões – a última vez, foi há pouco mais de um mês – e que tá ficando cada vez melhor, apesar das críticas desestimulantes dos meus compreensivos amigos na época em que enviei a eles a primeira versão para que lessem). Opiniões, sabem como é… o tempo passa e a gente aprende a dar cada vez menos importância a elas. Em breve espero levar a peça aos palcos, mas isso ainda é coisa pro futuro.
As outras boas notícias são os filmes que vão estrear em 2012. São muitos os que eu quero ver, é verdade, mas (por uma questão de concisão) vou falar apenas de dois: Millennium 1 – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, do David Ficher (do ótimo Clube da Luta, e do morno A Rede Social) e Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge, do Christopher Nolan (dos impressionantes Batman – O Cavaleiro das Trevas e A Origem). O primeiro é a adaptação americana do primeiro volume da série de suspense, um estrondoso sucesso do escritor e ativista Stieg Larsson, e estreia por aqui dia 12 de Fevereiro; o segundo dispensa apresentação: no último capítulo da trilogia dirigida por Nolan, Batman encontra Bane, e só isso já nos deixa com um frio na espinha (na do Homem-morcego eu não sei se posso dizer o mesmo… se for como nos quadrinhos, definitivamente não!). Esse tem previsão de estreia lá pelo segundo semestre. Sobre o primeiro só ouço/leio maravilhas (e isso desde que o livro foi traduzido para o Português, lá por 2009); sobre o segundo, só o que posso é recomendar é que vejam o trailer oficial pra se ter uma ideia de como vai ser a coisa toda:
Bom, esse é mais um post de “Bem-vindo, 2012!”, por isso vou deixar pra falar mais sobre os assuntos acima nos próximos dias. Agora vou sair pra aproveitar um pouco as férias, como parte da população deve estar fazendo por aí. Mas antes, uma coisa apenas: tenho sonhado direto com quadrinhos, e como a minha formação intelectual pode ser definida em 3 estágios - iniciada com leitura maciça de quadrinhos, ainda na infância; depois expandida com cinema (e mais quadrinhos!); por último, consolidada por boa literatura e bom teatro na adolescência (e mais cinema!). Portanto, esses sonhos só podem estar indicando bons augúrios.
E por falar nisso, mais uma coisa – ainda sobre cinema e quadrinhos: Nove Mentiras Sobre a Verdade e Hotel Fuck, duas das minhas mais estimadas (e mais recentes) peças percorrerão várias capitais do Brasil em 2012. Pra saber quais, acesse:
e
É isso! Que todos nós tenhamos um ótimo 2012! É o que eu desejo.
E QUE VENHA O FUTURO!



