Acaba de sair a lista de indicados ao Oscar 2012 (sim, acaba… mas é que passei tanto tempo editando este post que já são quase 16h30! Acho que isso explica porque às vezes eu fico tanto tempo sem postar nada…). Bom, todo mundo conhece o Oscar e sabe que todo ano tem aqueles absurdos de causar vergonha alheia - como por exemplo, a indicação (e posterior vitória) de gente como Gwyneth Paltrow e Sandra Bullock (não, até hoje não tive coragem de conferir o filme pelo qual ela venceu), além de sempre ter uns filmes bem “meia boca” na rodada. Mas convenhamos que é muito bom conferir a lista e nela encontrar gente como Gary Oldman, Glenn Close e Max Von Sydow concorrendo pelas suas atuações - isso sem falar nos filmes incríveis como “Árvore da Vida“, de Terrence Malick, e “Meia-noite em Paris“, do Woody Allen concorrendo nas categorias de Melhor Filme e Melhor Direção. E ainda que estes provavelmente não cheguem nem perto do prêmio (não por falta de mérito, porque se fosse por isso já estavam com seus troféus garantidos) , mesmo assim é ótimo ver essa gente (e, principalmente, esses filmes!) que a gente gosta com seus nomezinhos constando na sempre controversa lista. Bom, mas o fato é que se as tais indicações não vão mudar nada na história da arte, também não vão estragar artistas como Woody e Malick, que são bons já há bastante tempo – e que desta vez voltaram simplesmente fenomenais. Bem feito pro Spielberg, que apesar de ter emplacado seu novo “água-com-açucar-caça-níqueis” na categoria de Melhor Filme, o drama “Cavalo de Guerra“, adaptação do livro homônimo de Michael Mopurgo que virou uma peça “água-com-açucar-caça-níqueis” vencedora do Tony em 2011 (não, eu não assiti a nenhum dos dois - nem a peça, nem o filme - e nem quero! A menos que você queira me pagar uma passagem até Nova Iorque pra eu ver essa chatice na Broadway… daí até aceito; me presto a ir ao teatro e então prometo dormir tudo o que eu provavelmente não dormirei nos dias/noites em que estiver por lá); bom, voltando: parece que finalmente acabou o fetiche dos anos 90 e o chato do Spielberg dessa vez NÃO entrou na lista de melhor diretor, e não está ao lado dos grandes Malick e Allen, e com o mestre Martin Scorsese, que concorre esse ano com “A Invenção de Hugo Cabret“.
Bom, tudo isso pra dizer que eu tinha preparado a minha lista de melhores de 2011, mas como tava com preguiça de postar aqui, deixei pra esta ocasião. Portanto, aproveito pra deixar registrado quais foram os 10 “melhores” filmes, na minha opinião (er… bem… pra falar a verdade são 9 – só pra me equiparar ao Oscar em alguma coisa… e preciso dizer que são os “melhores” dentre aqueles poucos filmes que eu consegui assitir em 2011 – e isso, é claro, obedecendo a regra desse tipo de lista, que só aceita filmes que tenham estreado no Brasil no ano em questão! Creio que isso basta pra explicar a presença do filme dos irmãos Coen na minha seleção, ok?). O bom disso tudo é que - assim como no Oscar – a minha lista também traz o novo Terrence Malick e o novo Woody Allen entre os escolhidos:
OS MELHORES DE 2011
(em ordem de preferência)
“A Árvore da Vida“, de Terence Malick
“Melancholia“, de Lars Von Trier
“Meia-noite em Paris“, de Woody Allen
“A Pele que Habito“, de Pedro Almodóvar
“Cisne Negro“, de Darren Aronofsky
“127 Horas“, de Danny Boyle
“Lixo Extraordinário“, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley
“O Vencedor“, de David O. Russel
“Bravura Indômita“, de Joel e Ethan Coen
Ah, e uma dica: se por causa dessa função de indicações ao Oscar e tal “ A Árvore da Vida” for relançado nos cinemas, não perca a oportunidade: junte as suas moedas, se for necessário; fume um ou beba alguma coisa antes de sair de casa, mas faça esse favor para a sua existência incompleta: assista a essa obra-prima na telona! O deleite visual e sonoro que ela proporciona é algo incomparável.





