“Tenho medo daqueles que procurarão tendenciosismo nas entrelinhas e que estão determinados a me ver como um liberal ou um conservador. Não sou nem liberal nem conservador, nem materialista nem monge nem indiferente. Gostaria de ser nada mais do que um artista livre, e lamento que Deus não me deu o dom para sê-lo. Detesto a falsidade e a coerção em todas as suas formas. Farisaísmo, estupidez e arbitrariedade reinam não apenas nas casas de comércio e delegacias de polícia. Eu os vejo na ciência, na literatura, entre os jovens. Por isso não tenho apreço especial nem por policiais, nem açougueiros, cientistas, escritores ou jovens. Considero marcas e rótulos um mal. O que me é sagrado são o corpo humano, saúde, inteligência, talento, inspiração, amor e liberdade absoluta - libertação da Força e da Falsidade, em quaisquer formas com que se expressem. Essa é a plataforma que eu apoiaria, se eu fosse um grande artista.“
Anton Tchekov, em carta ao editor A. N. Pleshcheev, em 4 de outubro de 1888.
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