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Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS

 

Na virada deste ano tive a honra de ser convidado pra passar uns dias no casarão que os guris da Apanhador Só alugaram pra servir de estúdio de gravação do novo disco da banda (Meio Que Tudo é Um), lá no morro da Borússia, em Osório.

Nos quatro ou cinco dias que ficamos por lá, isolados de tudo e todos, eu passava as tardes lendo e ouvindo o disco ainda em processo, com músicas sendo mixadas de jeitos diversos e até dando pitaco em coisas que normalmente ninguém – exceto o Ian Ramil – me pede pra opinar (só que o Ian pede opinião sobre letras e nomes de discos de madrugada, nunca de tarde – e nunca num momento em que eu estou “de boas”!).

 

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Arte gráfica / Capa do álbum: Daniel Eizirik  

 

E nos últimos meses o Felipe Zancanaro, sempre que podia (e com a paixão pela música e pelo detalhe que lhe são características), mostrava os avanços obtidos em algumas das faixas. Como eu sempre digo, eu não entendo muito de música, eu só sinto. Mas o que posso dizer é que este novo álbum MQTÉU me parece um passo adiante no trabalho dos guris. E vocês podem confirmar – ou contestar – essa afirmação baixando o disco GRÁTIS aqui: http://www.apanhadorso.com

 

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Foto: Tuane Eggers / Divulgação

 

Por fim, só queria deixar registrado que tem duas faixas que sempre me pegam: “Metropolitano” e “Isabel Chove”. Ambas compostas pelo Felipe, esta última foi escrita para a sua amada (a maravilhosa artista e minha amiga de “uns bons drink” e conversas intermináveis, Isabel Ramil),  que aqui saiu da pele da mulher forte, eloquente, divertida e bela que é para se expandir numa abstração sonora que dá conta da complexidade uma cidade inteira. Uma cidade inteira de sentimentos erráticos e por vezes contraditórios.

E é só assim que eu entendo música.

 

 

 

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Provavelmente a melhor série lançada em 2015*, Mr. Robot teve a exibição do episódio final da primeira temporada adiado. Isso porque, conforme divulgado pelo canal USA Network, o tal episódio (que iria ao ar ontem à noite) traz uma cena que se parece muito com os assassinatos ocorridos na Virginia, EUA, ontem pela manhã. Daí – em respeito às famílias e amigos das vítimas – a emissora decidiu adiar a exibição para a próxima semana. Uma pena, claro, mas ainda dentro da lógica da série: diferente das outras, seu episódio piloto foi exibido com meses de antecedência no prestigioso SXSW Film Festival, no qual levou o Prêmio do Público; pouco tempo depois o mesmo já estava disponível para baixar via torrent, acessível a todo o resto do planeta. Nada mais natural, portanto, que o Season Finale tenha sua lógica de exibição alterada – ainda mais por conta de uma tragédia.

 

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Pra quem não sabe, a série (desde já uma das mais elogiadas do ano) acompanha o desenrolar de um ambicioso plano arquitetado por hackerativistas que pretendem – através de ataques coordenados junto a outros grupos – colocar a baixo uma grande corporação que explora trabalhadores e cidadãos em prol de sua permanência no mercado. Além de influências visuais/temáticas retiradas de Macbeth, de William Shakespeare, e Psicopata Americano, de Bret Easton Elliot, V de Vingança, de Alan Moore, a série também traz referências evidentes à acontecimentos recentes (o escândalo da Enron, em 2001; a crise imobiliária norte-americana, em 2008; o ataque cibernético a Sony Pictures, em 2014; o ciberativismo dos Anonymous, vazamento de informações por Julian Assange, Chelsea Manning, Edward Snowden, etc) e – principalmente – aos filmes de David Fincher, tais como Clube da Luta, A Rede Social e Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Aliás, o diretor do premiado episódio piloto foi ninguém menos que Niels Arden Oplev, que levou às telas a versão sueca da saga de escrita por Stieg Larsson – e anos antes de Fincher dirigir a versão norte-americana do mesmo livro.

 

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Ainda sobre Fincher e Mr. Robot, outro fato curioso é que o próprio Clube da Luta também passou por uma situação parecida quando lançado aqui no Brasil, em 1999: na noite de 03 de novembro daquele ano, um atirador (o estudante de medicina Mateus da Costa Meira) entrou num cinema em São Paulo e – com uma submetralhadora 9mm portátil na mochila – atirou contra a plateia, matando 3 pessoas e ferindo outras 5. E naquele caso (tal como agora) mesmo que a obra audiovisual em si não tivesse muito (ou nada) a ver com a motivação dos crimes cometidos, ainda assim o filme foi retirado de cartaz de todas as salas do país logo na primeira semana de exibição. Por sorte eu o tinha assistido naquela tarde mesmo.

 

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Bem, mas já que temos que esperar até semana que vem pra saber o desfecho da trama, vale postar aqui uma das INÚMERAS músicas incríveis que fazem parte da trilha sonora da série, que tem desde preciosidades como Mozart, Beethoven e The Cure, à vozes conhecidas e bem diferentes umas das outras – tais como as de Maria Callas, Nancy Sinatra e TKA Twigs -, muita música incidental eletrônica composta por Mac Quayle que dá todo o clima à trama (as referências aos filmes de Fincher?! De novo aqui…), sem falar de uma versão para piano de uma música do Pixies (sim, um cover de Where Is My Mind – aquela mesma música que surge bem no final de Clube da Luta…). E tem essa daqui: uma delícia sonora de uma banda chamada Perfume Genius e que sublinha um dos momentos altos da trama:

 

 

Então fica aí a dica. Na próxima quarta, dia 02/09, saberemos finalmente qual o desfecho dado a essa primeira temporada. Apenas o primeiro – eu espero – de muitos desdobramentos dessa história. (os episódios estão todos disponíveis em HD para baixar via Torrent, e o próximo estará online poucas horas depois, com certeza)

 

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* Tenho uma peça chamada Último Andar (2013) cujo ponto de partida da premissa é muito parecido com a de Mr. Robot, então não foi muito difícil pra eu me encantar pela trama. Mas além disso, a série tem várias qualidades, tais como roteiro e direção precisos, atuações maravilhosas, uma fotografia cheia de enquadramentos estranhos e extremamente cuidadosos (dá uma olhada nesse vídeo AQUI), uma trilha sonora e montagem hipnotizantes… Enfim, por tudo isso é que a narrativa tem – na minha opinião – todos os elementos que a tornam, no mínimo, viciante.

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The Imitation Game
 
Como todos já devem estar sabendo a essa altura do Red Carpet, ontem foi noite de Oscar. E como acontece todos os anos*, compartilhei comentários meus (ou de amigos) a respeito de alguns filmes os quais assisti, como foi o caso de Birdman (2014) que você pode ler aqui neste blog. Na véspera da premiação eu havia postado no meu perfil no Facebook um breve comentário comparando a atuação de Juliane Moore e Eddie Redmayne, que há meses eram considerados os favoritos aos prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz, o que se confirmou na cerimônia de ontem. Vou reproduzir aqui o texto para a seguir encadear uma breve discussão a respeito de outro premiado da noite: o escolhido como Melhor Roteiro Adaptado.
 

A mesma transformação a que Eddie Redmayne se empenhou para viver Stephen Hawking nas telas e explicitar sua degeneração física com o passar dos anos, Juliane Moore realizou em Para Sempre Alice (Still Alice, 2014). No caso dela, porém, o foco recai na sutil gradação emocional da personagem (muito mais difícil, na minha opinião), demonstrando assim tanto a degeneração física/neurológica, como também o progressivo apagamento psicológico/identitário da mesma.Por tudo isso, é muito bom saber que amanhã essa grande atriz levará, finalmente, o seu Oscar para casa. E o melhor: merecidamente!

Pois então: não é que eu não goste da atuação do Redmayne e não veja qualidades nela, não é isso; mas é que às vezes a considero técnica demais, um trabalho por vezes oco, em boa parte favorecido pela interpretação sensível e discreta de sua colega de elenco, Felicity Jones – um contraponto perfeito para jogo que se vê em cena. E também, é claro, porque havia na lista um concorrente cuja interpretação estava claramente acima dos outros indicados naquela categoria: Benedict Cumberbatch, que estava soberbo no papel de Alan Turing no excelente O Jogo da Imitação – aliás, o meu filme favorito ao lado do imbatível “Birdman” (vencedor de 4 prêmios da noite, incluindo Melhor FIlme, Direção, Fotografia e Roteiro Original).
 

Juliane Moore, Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por "Para Sempre Alice"

Juliane Moore, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Still Alice”

 

“O Jogo da Imitação” (The Imitation Game, 2014) levou apenas um prêmio, o de Melhor Roteiro Adaptado. Porém, um reconhecimento justíssimo para esse que é uma mistura acertada de suspense, cinebiografia e drama histórico. Com diálogos precisos, inteligentes e poderosos, clareza narrativa e construção coerente do personagem e suas motivações, o roteiro do jovem estreante Graham Moore (baseado no livro Alan Turing: The Enigma, do escritor Andrew Hodges, ainda não traduzido para o Português) não deixa espaço para excessos ou sentimentalismos. A propósito, esse preceito de economia e concisão é seguido tanto nas atuações do elenco quanto na direção. E a trilha sonora do compositor francês Alexandre Desplat (premiado ontem por seu trabalho no divertido O Grande Hotel Budapeste / The Grand Budapest Hotel, 2014) é uma peça fundamental para acentuar aspectos contraditórios da personalidade de Alan Turing, o gênio da matemática (antissocial e sardônico) que criou uma máquina de criptografia batizada de Christopher, e cuja função era interceptar mensagens enviadas pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, invento esse que não apenas encurtou o conflito e permitiu a vitória dos aliados, poupando milhares de vidas, como também deu origem aos nossos modernos computadores. Homossexual numa época de repressão e condenação pelo simples fato de ter sua orientação revelada à público, a trajetória de Turing em meio a segredos de guerra é mostrada num paralelo aos segredos de sua vida privada, desde sua infância até seus últimos (e melancólicos) dias. É um filme exemplar que nos mostra o quanto uma narrativa inteligente, coesa e impactante ainda pode ser igualmente poderosa. Quanto ao roteiro, este era, sem sombra de dúvidas, o melhor naquela categoria.
 

Quem quiser conferir o roteiro em seu formato original, aqui vai o link para o download em PDF:
 
 

Roteiro de O JOGO DA IMITAÇÃO, de Graham Moore  (baseado no livro Alan Turing: The Enigma, de Andrew Hodges)

 
 

O roteirista Graham Moore no momento do seu emocionante discurso de agradecimento

O roteirista Graham Moore durante o seu emocionante discurso.


 
 
PS: no próximo post vou cumprir o prometido e disponibilizar aqui, na íntegra, os roteiros da lista dos filmes indicados. Agora que a competição está oficialmente encerrada, uma leitura atenta de alguns dos seus trechos podem revelar mecanismos importantes de articulação de cada um deles, e assim servir tanto a quem estuda ou se interessa pela arte da narrativa no cinema, quanto a quem se interessa pelas palavras, diálogos e sentenças bem escritas. Isso por que – como nos provam os dois roteiros vencedores ontem à noite – um texto imaginativo, provocativo e bem escrito ainda tem o seu valor na nossa cultura. Ainda bem.

 
 

*Nos últimos dois anos não publiquei nada a respeito do Oscar neste blog, muito devido ao fato de ter feito duas edições do Especial Oscar, que foram ao ar no OverDrama, programa de rádio que até há pouco eu apresentava e produzia na Mínima FM. Esses especiais traziam convidados que debatiam a respeito dos filmes indicados e prováveis ganhadores dos principais prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, e era com certeza uma das nossas maiores audiências durante todo o ano.

 

TABITHA

Eu vou destruir a sua peça.

RIGGAN

Você ainda nem viu. Eu não… Eu fiz alguma coisa que te ofendeu?

TABITHA

Pra falar a verdade você fez. Tomou um espaço em um teatro que de outra forma poderia ter sido usado pra algo de valor.

RIGGAN

Mas você nem sabe se…

TABITHA

Isso é verdade. Eu não li nem uma palavra do texto, ou mesmo vi um ensaio, mas após a estreia amanhã eu vou escrever a pior crítica que alguém já leu. E eu vou acabar com a sua peça. Quer saber por quê? Porque eu odeio você. E tudo o que você representa. Esnobes. Mimados. Egoístas. Infantis. Alegremente destreinados, ignorantes e incapazes até mesmo de tentar qualquer arte verdadeira. Entregando uns aos outros prêmios por desenhos animados e pornografia. Medindo seu valor por fins de semana. Bem, isto é Teatro, e você não pode entrar aqui e fingir que pode escrever, dirigir e atuar em sua própria peça de propaganda sem passar por mim primeiro. Então, ‘quebre a perna’.”

 

Trecho do roteiro de

Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância

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Pessoas emocionalmente inseguras, egocêntricas, barganhando um olhar ou um elogio qualquer; profissionais prepotentes, insensíveis, tentando desesperadamente sentir no palco aquilo que já não conseguem mais sentir na vida; críticos que julgam uma obra sem nem ao menos tê-la assistido, mas que – paradoxalmente – se consideram acima de qualquer julgamento; público que não se preocupa com a qualidade da experiência que vivencia, apenas com o seu registro e com quantos irão compartilhar depois; multidão que procura a evasão barulhenta dos estímulos extremos das luzes, sons e cheiros e evita assim a contemplação do nascer e morrer do Sol, dos pássaros que voam, das luzes que se apagam.

 

Popularidade vs Prestígio… o dilema de todos que criam.

 

Enfim, Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância é daqueles filmes que não se fecham facilmente mesmo depois de encerrada a sessão. Cada vez vai se abrindo mais e mais, e mostrando possibilidades mais amplas de interpretações. Para nós, artistas de teatro (ou “apenas” trabalhadores do teatro), é uma obra essencial. Para todos os outros, uma obra divertidamente perturbadora.

 

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Sempre valorizo as parcerias. As da vida e, principalmente, as artísticas. As da vida porque – é óbvio – estar cercado de pessoas que realmente se importam com a gente e demonstram isso só tende a contribuir, nos deixando mais felizes e confiantes, e isso faz toda a diferença na hora de encarar os obstáculos que surgem pelo caminho. Quando às parcerias artísticas, as valorizo imensamente porque sei que estar acompanhado de profissionais sensíveis e inteligentes, que se importam com o mesmo que a gente e se dedicam a fazer o melhor por um objetivo em comum (me refiro ao MELHOR mesmo, obstinadamente e com a entrega necessária) nos estimula a sermos também melhores e acabam tornando a experiência da criação algo vivo e interessante tanto para quem faz, quanto para quem lê  / ouve / assiste.

 

Colmeia

Criador e Criatura*

 

Bom, tudo isso pra dizer que estou muito… empolgado… com prêmio RS Polo Audiovisual – FAC recebido ontem e que se destina à produção de A Colmeia, que pra quem não sabe, é a minha estreia em roteiro de longa-metragem (aquele mesmo que eu comecei a escrever lááá em 2013, quando fiquei durante duas semanas num processo de imersão em Montevidéu, lembram?!). Eleito com a nota máxima concedida pelo júri (clique AQUI para ver os outros contemplados), o projeto foi concebido por uma equipe sensacional, coordenada pelo incansável cineasta Gilson Vargas (“Dromedário no Asfalto”) e sua sócia na produtora Pata Negra, Gabriela Bervian (“Domingo de Marta”), juntamente com a colaboração de um núcleo criativo que inclui, entre outros, profissionais talentosíssimos, tais como Vicente Moreno (“O Relâmpago e a Febre”), Bruno Polidoro (“Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes”), Iara Noemi e Gilka Vargas (“Casa Afogada”). Bom, só aí vocês já perceberam do que eu estava falando no parágrafo acima…

 

Lista dos projetos contemplados

Lista dos projetos contemplados.

 

E apesar de ter PLENA CONSCIÊNCIA do preocupante momento político pelo o qual o RS está passando – e sabendo que em poucas semanas o novo governo já conseguiu desmantelar os POUCOS (porém necessários) incentivos que são destinados à cultura no estado -, fico aqui na torcida pra que não surja nenhuma nova “surpresinha” de novo mandato, e que a verba seja paga conforme o previsto no edital. E acima de tudo, que o nosso filme seja concebido, finalizado, exibido e posteriormente assistido por todos aqueles que nos admiram, e também pelos que torcem por nós.

 

Parabéns a todos os contemplados! E que 2015 seja generoso com todos.

 

*PS: a foto que está neste post foi feita pela Gabi e pelo Gilson na casa deles, exatamente na noite em que começamos a planejar o tal projeto (na época em que o roteiro de “A Colmeia” ainda se encontrava em sua versão mais primitiva). De lá para cá, muitas horas de trabalho e muitas transformações foram necessárias para que a pupa finalmente se transformasse num “inseto [deliciosamente] monstruoso”. E quer saber o que é mais legal? Isso foi só o começo!

 

 

Seguindo a série de postagens com roteiros de filmes (desta temporada) para download, aí vai a cópia em PDF do vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Globo de Ouro 2015: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância).

 

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Escrito a 8 mãos por Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris e Armando Bo, o filme – um dos mais elogiados da temporada – levou também o prêmio de Melhor Ator em Comédia para Michael Keaton e é desde já um dos favoritos ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Original. Para baixar o arquivo em PDF, clique AQUI.

 

Concedido pelos membros da Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood, o Globo de Ouro – que em outras épocas já foi um indicador seguro para o Oscar – é ainda hoje um dos mais importantes prêmios da temporada norte-americana por apresentar entre seus indicados muitos dos nomes que estarão na lista da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

 

PS: pra quem ainda não viu, no post abaixo está o link para A Teoria de Tudo. Nos próximos posts, os 10 roteiros Indicados ao Oscar 2015 nas categorias Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado para download em PDF. Quem quiser ter acesso a eles, basta se inscrever nesse blog e aguardar. Até breve!

 

 

 

Hoje, 08 de janeiro, é dia do meu aniversário e de algumas pessoas que eu admiro. Entre os mais conhecidos (claro, sempre há) estão os músicos David Bowie e o físico Stephen Hawking. E como alguns de vocês devem saber, eu adoro biografias, tanto que 3 das minhas 15 peças são baseadas em fatos da vida de grandes nomes da cultura mundial (Andy Warhol, Nelson Rodrigues e R. W. Fassbinder).

Então, como presente para todos vocês, leitores deste blog, vou postar aqui o ROTEIRO DO FILME que conta parte da história de Hawking. A Teoria de Tudo foi escrito pelo roteirista Anthony McCarten (baseado no livro de Jane Hawking, ex-esposa do cosmólogo britânico e também protagonista do filme) e é um dos favoritos ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado desse ano.

 

Cartaz-Theory

 

Bom, por hora é isso. Façam o download AQUI e iniciem a leitura! Depois, assistam e comparem com o que vocês leram. É sempre um ótimo exercício pra quem se interessa por escrita.

 

PS: nos próximos posts eu irei compartilhar outros roteiros que também já estão sendo considerados como prováveis indicados ao Oscar desse ano, tais como Birdman, Garota Exemplar, Boyhood e O Jogo da Imitação (outra cinebiografia, dessa vez sobre o matemático e cientista da computação Alan Turing). Portanto, quem tiver interesse, se inscreva nesse blog pra receber todas atualizações. Até breve!

E FELIZ ANIVERSÁRIO A TODOS OS CAPRICORNIANOS!!!